Archive for Maio 2008
bonaparte – i can’t dance
karaoke inVerno @ 2pontos
O coletivo TV Primavera lançou uma compilação de vídeos em DVD, o Karaokê Interno, a venda no Café Castigliani, na Fundaj Derby (Recife – PE) ou através do site www.tvprimavera.com. Após assistir aos cerca de 40 minutos de experimentos que o grupo realizou entre 2006 e 2008, 2ptos trocou e-mails com o integrante Raul Luna sobre estranhezas, anonimato, políticas cotidianas e possíveis rumos para a poética TVPRMVR.
A TV Primavera é um coletivo de indivíduos? Como se negociam os rumos da poética de vocês entre o grupo?
O TV Primavera é formado por Édipo, Gabriela da Paz, JM Ferraz, Eduarda Ribeiro, Alberto Lins, Marcela Vieira, eu, Lu Freire e Felipe Querette. Dentro do grupo, agimos em nome do coletivo, nao existe assinatura individual de vídeos e trabalhos. Tudo é assinado como TVPRMVR, salvo raríssimas exceções das quais nem me lembro. Acho que isso facilita muito a questão de “homogeneizar o rumo da poética”, principalmente quando você trabalha com várias pessoas de instinto diferentes. Um trabalho feito por Rodrigo dentro do coletivo é bem diferente do que ele faria se estivesse trabalhando solo, é regido sobre uma perspectiva diferente mesmo. No caso somos nós, os integrantes, que nos adaptamos à mentalidade e ao modus operandi TV Primavera, e não o contrário.
* o site de arte contemporânea 2pontos veiculou hoje entrevista sobre o dvd karaoke eterno e o tvprmvr. para ler o resto da matéria clica aqui.
action figure slow motion punches + windows 7
há muito tempo que eu to atrás de um plugin pro adobe premiere que faça um bom slow motion. nunca encontrei. os que me indicaram até agora são belas merdas. saca esse vídeo aí embaixo, perceba o que to procurando e me ajude.
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e no final de 2009 podem preparar os dedos. nada de “limpar o salão” enquanto navega porque pode pegar mal.
dvd maldito – a comuna + anauê manamauê + muro
sábado passado a tv primavera trabalhou para o dvd maldito da banda a comuna. raul, jm ferraz e eu fomos os responsáveis pela captação das imagens no estúdio grava em boa viagem. foram aproximadamente 4 horas de filmagem e foi fuderoso. disco e dvd muito bons vindo por aí.
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abaixo, mais uma coluna de raul na revista o grito. essa quis postar aqui pra pegar o arrêgo do sucesso.
Guia de higiene, comportamento e comedoria para o audiovisual pernambucano
6: Anauê Manamauê
“Possuo uma produtora de audiovisual localizada no bairro de Afogados, em Recife, sendo minha produção de cunho regionalista. Gostaria de ter aproveitado a cena abundante da década de 90, na qual a falta de referencial faria o público julgar original o ato de filmar cactos e inserir amigos na trilhas sonoras de meus filmes. (…) Entretanto, só entrei no mercado audiovisual em 2002 e, com a decadência do fenômeno mangue, meus produtos foram culturalmente desvalorizados. Como fazer para ignorar o fato de que o regionalismo é uma bicicleta ergométrica autoral e ao mesmo tempo encabeçar uma nova moda de cinema regional no Estado de Pernambuco?“
Como podemos observar acima, é ainda presente a legião de Caranguejos com Cérebro atuantes no mercado audiovisual recifense. Para esses mangueboys do audiovisual, a situação realmente não está fácil. Após a morte de seu principal mentor, Chico Science (ou Neo-Capiba, segundo os céticos) a cena mangue entrou em decadência, para a felicidade das guitar-bands e cineastas urbanos. Desde então, filmar paisagens áridas e fazer associações vazias com a obra de Josué de Castro parecem não mais gerar os prolíficos resultados da década anterior. Como fugir desse caritó autoral promissor?
Nascer na década errada não é mais motivo de problema para quem não consegue se adaptar aos novos tempos. O Guia de Higiene, Comportamento e Comedoria para o Audiovisual Pernambucano ensina ao leitor como fingir estar na década de 90 utilizando considerações de Chico Science e Plínio Salgado, para construir uma carreira cinematográfica regionalista de sucesso em 2008.
“Eu acho que tem um pouco de clichê mas faz parte da música pop. Acho que um som legal sempre influência as pessoas. Não acho nenhum crime uma banda ser influenciada pela Nação Zumbi. A própria Nação Zumbi sofreu influência do Olodum, coisa que eles não gostam muito de comentar.“
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Como fingir que 2008 é 1993
Todos sabem que os ciclos culturais duram aproximadamente 10 anos. Este é o tempo que produtos artísticos diversos precisam para se renovar década após década. Se em 1991 o mundo vibrava com Smells Like Teen Spirit, da mesma forma o fará em 2011. Antecipe-se e encabece imediatamente um movimento de festas-revivals para o Manguebeat e cena cultural regional recifense 90’s chamada “Há um tempo atrás se falava de bandidos”, com cartazes feitos por Dolores & Morales, e fortaleça a criação de um consciente coletivo de Neo Regionalismo Pop para facilitar financiamentos com o Governo do Estado.
Tenha a consciência de que não só o cinema pernambucano ganha com isso: teremos também uma nova edição do Mercado Pop, um revival do line up de 1994 do Abril Pro Rock e do tão esperado retorno do Jorge Cabeleira & o dia que seremos todos inúteis, que aguarda o momento adequado de uma volta mangue para entrar em ação.
“Se a Democracia é a livre expressão da personalidade humana, é preciso buscar nas raízes do Homem o princípio vital do sistema político a que ele aspira.”
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Fazendo a íntima com Elias Hedonismo
O principal passo para ser um bem-sucedido neoregionalista do audiovisual é o mais desafiador: sair ileso das criticas de Elias Hedonismo. Conhecedor de artes em geral, incluindo a banda Fellini, que ama, elias é o grande obstáculo a ser vencido para se ter paz neste terreno. Como uma versão 90’s dos Irmãos Evento, é frequentador de vernissages, debates com realizadores do audiovisual, encontros para leitura de poesia marginal, entre outros, e, para quem nao quer ouvir perguntas do tipo “Porque o seu curta-metragem é tão chato?”, é bastante recomendável promover agrados à sua pessoa.
“O filme trata da trajetória das pessoas que viviam nas margens dos rios, nos mangues do Recife e região metropolitana e que, com o crescimento desordenado dessas áreas, foram expulsas pelo soterramento dos alagados, indo parar nos lixões das periferias.“
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Mulambo eu, mulambo tu
Tem gente que nasceu pra ser público e Plínio Salgado, assim como Chico Science, sabia disso. O cineasta regionalista deve saber como agregar ensinamentos integralistas de 1932 para criar um produto audiovisual de raíz e, assim, utilizar arte para falar indiretamente de política e defender interesses pessoais.
“O cineasta deve fazer o filme que precisa fazer“
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Faça um documentário sobre Roger de Renor
Aplaudirão o seu curta-metragem mesmo se ele não prestar. Afinal, ao assistir um documentário autoral promissor, o público perde a noção de que na verdade assiste a um filme e, para gostar, tudo passa a ser uma questao de simpatia com ícones. Nosso guia alerta: Fred Zero Quatro, Fábio Trummer e Roger de Renor ainda nao tiveram documentários produzidos sobre suas pessoas. Cineasta regional não perde tempo: jogo ganho.
“Como todos na mesa tinham projetos artísticos a gente resolveu aumentar o projeto em si. Dissemos a Chico Science que era perigoso chamar um groove de mangue por que faria com que ele ficasse preso para sempre nesse ritmo que era uma coisa contra os nosso princípio que é o da diversidade. Começamos então a viajar neste conceito e creio que 70% do que se fala do mangue hoje saiu naquela noite.“
weezer – pork and beans
idéia massa dos weezer´s convidando astros do youtube pra mais 03:19 minutos de fama. quem consegue identificar as personalidades tá bem por dentro de cultura pop contemporânea. quem num ta ligado ta perdendo é coisa boa. tipo este clássico.
* a música é boinha, mas é muito weezer. isso quer dizer que enjoa fácil.
saramago x meirelles
eis que as luzes se acendem e as palmas fazem saramago acordar e ver uma tela preta com os créditos subindo. ele cochilou pesado em pleno filme mas ninguém percebeu. fudeu!! o que comentar num momento desse com meirelles ao seu lado?? veja abaixo se ele conseguiu se sair bem dessa enrascada.
os artistas olindenses, né, amigui? sempre nos supreendendo.
coquetel molotov: como você aprendeu a soltar sua voz?
catarina dee jah: não sei, intuitivo. eu sou autodidata.
- ceeeerto.
coquetel molotov: como são suas músicas?
catarina dee jah: divertidas.
- é o minimo que você pode fazer, né?
coquetel molotov: você sente falta de mulheres fazendo coisas aqui em pe?
catarina: eu acho que a gente tem muita coisa de provincia, de rancho, das meninas que ficam falando miando, andando em grupinhos.
- oi? chamou de sinhazinha assim, do nada?
coquetel: quais são suas referências musicais?
catarina: eu gosto muito da coletânea ‘lambadas internacionais’
- é claro que ela não conhece beach boys etc, etc…
coquetel: como vc começou a ser dj?
catarina: naturalmente.
- sério? pensei que tinha curso tipo, na aeso.
coquetel: como você descobriu que era cantora?
catarina: CHINA começou a ouvir minhas conversas e disse: ‘porra, pq você não grava o seu disco?’
- OK. te dou uma dica, cat? china não tá sabendo de muita coisa não, hein?
vai por mim, volta pro quintal do rossi.
miacabo.
* scrap irônico matinal by madás que merece um pouco de sua reflexão, caro leitor.
nota de esclarecimento [2]
e a saga dos fãs de seal incomodados com esse post continua. depois do comentário de samuel agora é a vez da internacional leitora jociana se manifestar. como a intenção do post era entender mais do que se trata o artista, vou respostando alguns comentários esclarecedores como esse. para você, que como eu, não consegue catalogar seal tão facilmente, é válido dar uma lida.
sobre seal:
“ele consegue até hj estar no topo da Dance Charts, da Billboard.Ganhar três Grammys! Foi indicado ao Globo de ouro por trilhas sonoras.
E o principal artista pop da Inglaterra.
Mas acho que todos confundem sucesso com aparição na mídia brasileira (coisa que nunca ocorreu com ele… ainda bem).
Vê se Britney Spears é sucesso nas rádio na Europa??? Hummm… não… aqui tocam as músicas do Seal!”
jociana
* seal – “o principal artista pop da inglaterra” – agradece o apoio.
canivete suíço high tech + tim festival/08 + resgate cultural
pra quem pensa que o canivete suíço tinha ficado perdido na década de 80/90 tá enganado. acabo de achar o produto em versão high tech. isto é, além da tesourinha, faca, etc. agora ele vem com pen drive. o canivete suíço malandragi é um utensílio style demais pra ficar defasado. aproveitando a oportunidade criaram um relógio de corrente do vovô com acesso a internet e tecnologia 3G. esforços de marketing para conquistar o mercado dos velhinhos off line que preferem jogar xadrez e falar da vizinha gostosa de 17 anos.
* o canivete [de 8 gigas] pode ser comprado – lá fora – por U$ 44.
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já começa a ser confirmado o line up do tim festival/08. aquele festival que lhe deixa triste pq você nunca consegue economizar grana para ir. quem tá adiantando a nova é lúcio ribeiro. lógico.
palavras dele:
gossip (confirmado)
klaxons (confirmado)
mgmt (confirmado)
santogold (confirmado)
leonard cohen (quase)
mika (pode ser)
beirut (pode dar para trás)
gogol bordello (confirmado)
amy winehouse (o tim quer, ela diz que sim, mas vai saber…)
radiohead (xi…)
marcelo camelo solo (confirmado)
* fico na torcida para que confirme beirut e a. winehouse, já que radiohead é só pra quem não acredita na volta do los hermanos.
** pra quem não sabe, marcelo camelo postou duas músicas dele no esquema low profile que o myspace permite. doce solidão e teo e a gaivota. as duas já estão em vídeo [clipe?]. doce ilusão tem uma melodia bonita. já teo e a gaivota é um espasmo abigobal de dorival caymmisse que faz trincar dentes. no vídeo de doce ilusão abaixo, camelo já coloca letra na canção no maior esquema tiozão da inclusão social.
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já que eu não gosto de injustiça, segue abaixo o pouco estimado curta-metragem resgate cultural. um protesto contra a pernambucanidade terra rach (x) ada. um dos melhores filmes produzidos aqui em recife – capital multicultural.
parte 1.
parte 2.
* quem gostou chega aqui.






